O ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), sofreu no último domingo (6) a mais significativa derrota política de sua trajetória. Um dos fundadores e principais articuladores do Partido dos Trabalhadores no interior da Bahia, Geraldo comandou o PT local por mais de quatro décadas e chegou a ser uma das vozes mais influentes da legenda nos anos 90.
Mas os tempos mudaram. Isolado politicamente e com o grupo completamente desarticulado, Geraldo viu sua influência desmoronar. Sua última vitória eleitoral ocorreu em 2010, quando foi eleito deputado federal. Desde então, acumulou uma sequência de derrotas, sendo a mais expressiva em 2020, quando obteve pouco mais de 5 mil votos na tentativa frustrada de retornar à prefeitura de Itabuna.
Em 2024, contrariando sua própria história, apoiou um aliado de ACM Neto na eleição municipal petista — um gesto que causou estranheza até entre antigos companheiros. O resultado foi desastroso: seu candidato à presidência do diretório municipal obteve apenas 124 votos, enquanto a vencedora, Nina Rosa, superou os 1.500 votos, assumindo com folga o comando do partido na cidade.
A derrota representa o fim de um ciclo. De protagonista no cenário político estadual a figura “rejeitada” dentro do próprio partido, Geraldo Simões agora assiste de fora a reorganização da legenda que um dia liderou com mãos firmes.