Ano eleitoral começa com reajustes salariais e ampliação de despesas dos Três Poderes

Os Três Poderes abriram o ano eleitoral de 2026 com a aprovação de medidas que ampliam despesas públicas, concedem reajustes salariais, criam cargos, instituem gratificações e estabelecem novos benefícios para servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário. As decisões envolvem aumento de salários, reestruturação de carreiras, expansão do quadro de pessoal e flexibilização de regras fiscais, gerando impacto relevante nas contas públicas. Legislativo No âmbito do Legislativo, o Congresso Nacional aprovou dois projetos que reajustam os salários de servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As propostas também promovem mudanças na estrutura das carreiras e instituem gratificações de desempenho que podem alcançar até 100% do salário-base. Além dos reajustes, os textos aprovam novos benefícios funcionais, incluindo a concessão de folga a cada três dias trabalhados para servidores em determinadas funções, ampliando direitos e vantagens no regime de trabalho. De acordo com relatórios técnicos, os reajustes representam um aumento médio de cerca de 9% ao ano, com impacto estimado em aproximadamente R$ 540 milhões por ano. As propostas seguem para sanção do presidente da República. Executivo Na esfera do Executivo, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria cerca de 16 mil cargos no Ministério da Educação e outros 1,5 mil no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O texto também autoriza a instalação do Instituto Federal do Sertão Paraibano e promove um redesenho da estrutura de carreiras públicas. Segundo o Ministério da Gestão, o impacto fiscal pode alcançar R$ 5,3 bilhões em 2026, sendo R$ 1,08 bilhão referente à criação de cargos e R$ 4,2 bilhões destinados a remunerações, gratificações e novas carreiras. Judiciário No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal autorizou a exclusão das receitas próprias do Ministério Público da União das regras do arcabouço fiscal. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, atendeu a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e permite que esses recursos fiquem fora do teto de gastos. A medida passa a valer para o orçamento de 2026 e ainda será analisada pelo plenário do STF. A Procuradoria-Geral da República estima utilizar cerca de R$ 304 milhões em receitas próprias no próximo exercício financeiro. A decisão segue precedente do próprio STF, que anteriormente já havia retirado as receitas próprias do Judiciário das limitações do arcabouço fiscal. Em dezembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um reajuste de 8% para servidores do Judiciário federal. Reajustes acumulados As novas medidas se somam a reajustes aprovados em anos recentes. Em maio de 2025, servidores públicos federais receberam um reajuste médio de 27%, válido para o período entre 2023 e 2026, com impacto estimado em R$ 73,9 bilhões até 2027. Em novembro, o Congresso aprovou outro reajuste de 8% para servidores do Judiciário em 2026, embora aumentos adicionais previstos para 2027 e 2028 tenham sido vetados. Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Lula envia ao Congresso prioridades para 2026 com foco no fim da escala 6×1, segurança pública e acordo Mercosul-UE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (2), a Mensagem ao Congresso Nacional 2026, documento com mais de 800 páginas que reúne o balanço do governo em 2025 e apresenta as prioridades legislativas do Executivo para o último ano da atual legislatura. A mensagem foi entregue pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a sessão que marcou a abertura dos trabalhos do Congresso. O texto foi lido em plenário pelo primeiro-secretário da Mesa, o deputado Carlos Veras (PT-PE). A solenidade contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de ministros do governo, como Gustavo Feliciano (Turismo) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Apesar disso, o evento registrou baixo quórum de parlamentares, já que não há votações polêmicas previstas antes do Carnaval. Na abertura do documento, Lula destacou os resultados econômicos de 2025, afirmando que o ano começou sob desconfiança do mercado, mas terminou com avanços históricos. “O ano de 2025 começou sob ceticismo e projeções pessimistas, mas chegou ao fim com avanços e recordes. As profecias eram as piores possíveis… Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, afirmou o presidente. A mensagem informa que o PIB cresceu pelo terceiro ano consecutivo, a inflação fechou 2025 em 4,26% — a menor em sete anos, e o desemprego caiu para 5,2%, o menor nível da série histórica. A renda média do trabalho atingiu R$ 3.574, o maior valor já registrado. Além disso, Lula destacou que 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza em dois anos e que o país foi retirado novamente do Mapa da Fome. “O Brasil caminha para se tornar um país de classe média”, disse o presidente. Investimentos, PAC, saúde e educação O documento ressalta o fortalecimento do investimento público e privado como motor do desenvolvimento. Segundo o governo, o Novo PAC já alcançou R$ 945 bilhões em execução, com mais de 34 mil empreendimentos em andamento. Na habitação, o programa Minha Casa, Minha Vida teria antecipado a meta de 2 milhões de moradias contratadas. Na saúde, a mensagem aponta a realização de 14,5 milhões de cirurgias eletivas, com foco na redução das filas. Na educação, o Programa Pé-de-Meia teria beneficiado cerca de 4 milhões de estudantes, contribuindo para uma redução de 43% na evasão escolar no ensino médio. Prioridades legislativas para 2026 Entre os principais projetos considerados estratégicos pelo governo, Lula destacou: Fim da jornada de trabalho na escala 6×1 PEC da Segurança Pública Lei antifacção (combate ao crime organizado) Regulação do trabalho por aplicativos Pacto Nacional contra o Feminicídio Ratificação do acordo Mercosul-União Europeia Sobre a jornada de trabalho, o presidente classificou o tema como um dos principais desafios do ano eleitoral. “Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, diz a mensagem. Segurança pública e combate às facções Na área de segurança, Lula destacou a importância da PEC da Segurança Pública, que busca ampliar a cooperação entre a União e os estados, e do PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado. “A PEC da Segurança Pública cria o ambiente adequado para maior cooperação da União com os Estados”, afirmou o presidente. O projeto antifacção prevê penas mais severas para líderes de organizações criminosas e restrições à progressão de pena. Regulação do trabalho por aplicativos O presidente também classificou como “urgente” a regulamentação do trabalho por aplicativos, afirmando que é necessário evitar a precarização das novas categorias profissionais. “Uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem de defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho.” O governo estuda três eixos principais para a regulamentação: Remuneração mínima por corrida ou entrega Transparência dos algoritmos Acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal Pacto contra o feminicídio Outra prioridade é o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que deve ser lançado nesta semana com a participação dos Três Poderes. “Esperamos que essa união possa materializar não apenas ações de repressão à violência, mas também iniciativas estruturantes… especialmente para a atuação deste Parlamento”, disse Lula. Acordo Mercosul-União Europeia e protagonismo internacional Lula comemorou a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, destacando seu impacto econômico e estratégico. “O acordo Mercosul-União Europeia abre um novo ciclo de oportunidades para as empresas brasileiras, fortalece a competitividade do Brasil, amplia as exportações e atrai investimentos de forma sustentável (…) O novo bloco reúne uma população de 720 milhões de consumidores, e tenho certeza de que o Congresso Nacional não medirá esforços para, no menor prazo possível, internalizar este acordo.” O presidente também destacou o recorde de US$ 77,7 bilhões em investimentos estrangeiros e o fortalecimento do protagonismo internacional do Brasil. Encerramento: apelo por parceria e continuidade Ao final da mensagem, Lula reforçou a importância da parceria com o Congresso e convocou o Parlamento a manter o compromisso com o desenvolvimento e a justiça social. “Vamos continuar trabalhando juntos e juntas para que o ano de 2026 seja ainda melhor.” Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

ACM Neto sinaliza interesse em atrair Angelo Coronel para chapa da oposição na Bahia

O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a sinalizar interesse em contar com o senador Angelo Coronel (PSD) na chapa da oposição nas eleições estaduais. Em entrevista nesta terça-feira (2), Neto afirmou que aguardou o desenrolar da relação entre Coronel e a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) antes de avançar em conversas políticas. Durante participação na Band News, na festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Neto criticou a condução do PT nas articulações para a formação da chapa majoritária e afirmou que o partido tem priorizado uma composição exclusiva. “Vocês sabem que eu esperei os desdobramentos da desavença entre o PT e o senador Coronel e os fatos mostraram que o PT é insaciável, tem fome de poder e não quer dar espaço para ninguém. Imaginem que eles (PT) simplesmente desprezaram um político do tamanho, peso e liderança de Coronel, que já foi deputado estadual, presidente da Assembleia e é o senador com o maior respaldo entre prefeitos da Bahia. Depois de tudo o que aconteceu, eu me sinto à vontade para dar início às conversas com o senador”, declarou. ACM Neto também declarou que o União Brasil está aberto a uma eventual filiação de Coronel, que deve deixar o PSD. “Mas quem vai tomar esta decisão é o senador, ele pode vir para o nosso partido ou mesmo para outra legenda que compõe a nossa base”. O pré-candidato acrescentou ainda que não há pressa na definição da chapa majoritária. “Não temos nenhum motivo para apressar nada (a formação da chapa). Estamos trabalhando para tudo ser definido em março. Até lá, vamos conversar com os partidos”, completou. Atualmente, o campo de oposição conta com dois nomes cotados para disputar uma vaga ao Senado: o presidente do PL na Bahia, João Roma, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PSDB). Caso Angelo Coronel oficialize a migração para a oposição, a tendência é que o espaço de Marcelo Nilo na composição da chapa seja reduzido.

Angelo Coronel rompe com base de Jerônimo e deixa o PSD na Bahia

O senador Angelo Coronel (PSD) confirmou, no sábado (31), o rompimento com o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e anunciou sua saída do Partido Social Democrático (PSD). A decisão foi atribuída à perda de espaço na formação da chapa majoritária para as eleições de 2026 e foi divulgada durante entrevista ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1. Na ocasião, Coronel afirmou que a saída não foi voluntária, mas resultado direto da exclusão de seu nome da disputa pela vaga ao Senado dentro da aliança governista. Segundo o parlamentar, ele foi afastado do projeto político de forma abrupta, classificando o episódio como uma “defenestração” e alegando ter sido retirado de um espaço que considerava legítimo. O senador declarou ainda que sua desvinculação do grupo ocorreu de maneira automática diante da ausência de espaço político, restando apenas a formalização jurídica no Tribunal Regional Eleitoral. Coronel também deixou em aberto as possibilidades sobre sua futura filiação partidária, indicando que pretende disputar a reeleição ao Senado fora da base do governo estadual. A decisão provocou reação do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD e principal liderança da legenda na Bahia. Em entrevista ao mesmo programa, Otto negou ter articulado qualquer tentativa de expulsão ou marginalização de Coronel e afirmou que o partido ofereceu ao colega a possibilidade de disputar a reeleição como candidato “avulso”, desde que o PSD permanecesse coligado ao PT na disputa pelo governo estadual. Otto Alencar sustentou que nunca tomou iniciativa para afastar Coronel e que a decisão de manter o PSD na base do governador Jerônimo Rodrigues foi coletiva, refletindo a posição da maioria dos prefeitos, deputados e candidatos da sigla. De acordo com ele, mais de 90% dos 115 prefeitos consultados defenderam a manutenção da aliança com o governo estadual, sob o argumento de que uma ruptura poderia comprometer o desempenho eleitoral do partido em 2026. Apesar das divergências públicas, Otto descreveu o momento como um dos mais difíceis de sua trajetória política, destacando o vínculo pessoal com Coronel, que é seu compadre. O senador ressaltou respeito pela trajetória, caráter e capacidade do colega, afirmando que diferenças políticas podem levar a separações inevitáveis. Impacto político e reconfiguração do cenário eleitoral baiano Após a confirmação da saída de Angelo Coronel do PSD, deputados federais e estaduais do partido se reuniram para reafirmar apoio a Otto Alencar e à continuidade da aliança com Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, declarou que a liderança de Otto é “incontestável” e que a bancada estadual seguirá alinhada ao governador e ao projeto nacional do PT. Parlamentares como Sérgio Brito também reforçaram a unidade interna, classificando o PSD como um partido coeso e fortalecido. A crise ocorre em meio à definição da chapa majoritária governista para 2026, que deve contar com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, reduzindo o espaço para a reeleição de Angelo Coronel dentro da coligação governista — fator considerado determinante para o rompimento. Diante do cenário, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que aguardará uma manifestação oficial do PSD antes de comentar o caso. Segundo ele, as articulações políticas serão intensificadas nos próximos dias e qualquer posicionamento dependerá de diálogo formal com Otto Alencar e a direção partidária. Jerônimo ressaltou que, até o momento, não houve comunicação oficial sobre o rompimento e afirmou que pretende construir o novo cenário político com base em decisões institucionais. O episódio sinaliza uma reconfiguração relevante no tabuleiro político baiano, evidenciando tensões internas no PSD, redefinições de alianças e a possível abertura de uma nova frente eleitoral ao Senado em 2026, com impacto direto na disputa entre os campos governista e oposicionista no estado.

Mais de 140 prefeitos baianos apresentam pautas municipais a Rui Costa em reunião em Brasília

Mais de 140 prefeitos da Bahia participaram, nesta quarta-feira (28), de um encontro em Brasília com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para debater temas considerados prioritários para a gestão municipal no estado. A reunião foi articulada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) e reuniu gestores de diversas regiões. Entre os assuntos em pauta estiveram a proposta de redução definitiva da alíquota do INSS patronal, os impactos da Reforma Tributária sobre as finanças municipais, o projeto do Canal do Sertão Baiano e a queda no preço do cacau, que tem gerado apreensão entre produtores e administrações locais. O encontro reforçou a mobilização dos prefeitos junto ao Governo Federal, com o objetivo de buscar alternativas para os desafios fiscais e econômicos enfrentados pelos municípios baianos. Durante a agenda, Rui Costa recebeu um estudo elaborado pela UPB que sugere a adequação permanente da alíquota do INSS das prefeituras, com base na capacidade arrecadatória das cidades. O presidente da UPB, Wilson Cardoso, avaliou positivamente o resultado da reunião e destacou a importância dos temas apresentados. “Foi uma reunião muito produtiva. Trouxemos temas sensíveis para os municípios, como a redução da alíquota e os impactos da Reforma Tributária, que precisam ser debatidos com responsabilidade. Também tratamos de obras estruturantes, como o Canal do Sertão, e da grave situação enfrentada pelos produtores de cacau com a queda do preço do produto”, afirmou. Wilson Cardoso também ressaltou o papel institucional da entidade na defesa das cidades baianas diante das mudanças no sistema tributário. “Nosso papel é defender os interesses das cidades baianas e assegurar que qualquer mudança venha acompanhada de compensações e justiça fiscal”, completou. O ministro Rui Costa reiterou o compromisso do Governo Federal com as demandas dos municípios e afirmou que haverá encaminhamento das propostas apresentadas durante a reunião. “O diálogo com os prefeitos é fundamental para que possamos construir soluções que atendam às realidades regionais. Em relação à redução da alíquota, vamos dar encaminhamento e levar a proposta apresentada pela UPB ao Ministério da Fazenda para avaliação”, declarou. Rui Costa também abordou o andamento do projeto do Canal do Sertão e a situação do setor cacaueiro, destacando que ambas as pautas fazem parte das prioridades do governo federal. “São pautas estratégicas para o desenvolvimento da Bahia. O Canal do Sertão é uma obra fundamental para garantir segurança hídrica, e estamos acompanhando de perto a situação do cacau para buscar alternativas que apoiem os produtores”, concluiu.

Itapitanga recebe investimentos do Estado com obras de drenagem, saúde e educação

Mesmo com as chuvas que atingiram a região, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, cumpriu agenda oficial no município de Itapitanga, no sul do estado, nesta quarta-feira (21), onde realizou a entrega de equipamentos e autorizou uma série de obras e investimentos em diferentes áreas. Entre as intervenções previstas, destaca-se a obra de macrodrenagem de um canal na sede do município, considerada estratégica para a redução de alagamentos e melhoria da segurança urbana. Durante a visita, foram anunciadas ações voltadas à infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento rural. De acordo com o governo estadual, também foram identificadas demandas relacionadas à contenção de encostas e à ampliação do sistema de drenagem, além do avanço no planejamento da ligação viária entre Itapitanga e a BR-030, por meio de pavimentação asfáltica. Ainda no campo da mobilidade e urbanização, foram autorizadas obras como a reforma e ampliação do estádio municipal, calçamento de ruas nos bairros Padre Getúlio e Sandra Gil, a conclusão da arena society Armando Maria de Jesus e a cessão de um kit fanfarra. Na área da saúde, a Secretaria da Saúde do Estado entregou uma ambulância ao município, além de autorizar a cessão de uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e a entrega de kits de equipamentos médicos ao município e ao Hospital Municipal Maria Eloy Bittencourt. Também foram firmados convênios com a Prefeitura para a construção da Unidade de Saúde da Família Mariano Gonçalves e para a reforma das unidades Texaco e Doutor Arnaldo Lima de Almeida, com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento à população local, estimada em cerca de 10,2 mil habitantes. Os investimentos alcançam ainda a zona rural, com a entrega de uma motoniveladora pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), destinada à manutenção das estradas vicinais. Além disso, foi autorizada a entrega de cinco caixas d’água com capacidade de 10 mil litros para a Associação Comunitária Pontal do Sul e Norte (ASCOMP) e outras cinco de 5 mil litros para a Associação de Moradores Amigos do Catu Grande (AMACG), medida voltada ao reforço da segurança hídrica das comunidades atendidas. No campo da educação, o governador visitou as obras do novo colégio estadual de Itapitanga, que se encontram com cerca de 60% de execução, com investimento total estimado em R$ 20 milhões. A unidade deverá ampliar a oferta de vagas e fortalecer a rede estadual de ensino no município. Moradores ouvidos durante a agenda destacaram a importância das autorizações, especialmente a obra de macrodrenagem do canal, apontada como fundamental para reduzir riscos durante os períodos de chuva e melhorar as condições de vida na cidade.

EUA e Otan discutem futuro da Groenlândia em meio a tensão diplomática

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo estadunidense e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estabeleceram a base de um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico, em meio a uma crescente tensão diplomática com países europeus. A declaração foi feita após reunião com o secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte, e publicada pelo presidente em sua rede social, Truth Social. Segundo Trump, o entendimento atende a interesses mútuos e envolve questões estratégicas ligadas à segurança e à presença militar no Ártico. Ele não detalhou os termos, mas afirmou que as negociações ficarão sob responsabilidade do vice-presidente JD Vance, do secretário de Estado Marco Rubio e do enviado especial Steve Witkoff. O presidente também anunciou que, com o avanço das tratativas, deixou de lado a imposição de tarifas comerciais contra países europeus que contrariavam os interesses dos EUA na região. No início da semana, Trump havia ameaçado aplicar taxas a aliados que se opusessem às suas intenções sobre a Groenlândia. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump afirmou que não pretende usar a força para assumir o controle do território, mas voltou a defender sua importância estratégica. “Tudo o que eu peço é um pedaço de gelo. É bem menos do que recebemos ao longo dos anos. Nós demos à Otan muito, e não recebemos nada de volta”, disse o presidente, em referência à aliança militar ocidental. Trump voltou a classificar a Groenlândia como um ativo indispensável para a segurança dos Estados Unidos, especialmente diante de possíveis conflitos com a Rússia e a China. Segundo ele, “qualquer guerra seria travada lá”, ao justificar a necessidade de maior presença norte-americana na região. Contexto e disputa diplomática A fala reacende uma polêmica histórica. Os Estados Unidos ocuparam militarmente a Groenlândia durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Dinamarca foi invadida pela Alemanha nazista em 1940, devolvendo o território aos dinamarqueses ao fim do conflito, em 1945. Em 1946, Washington tentou formalmente comprar a ilha, oferecendo cerca de US$ 100 milhões em ouro, proposta que foi rejeitada pelo governo dinamarquês. Desde então, os EUA mantêm presença militar no território por meio de acordos com a Dinamarca, especialmente após o tratado de defesa assinado em 1951. Hoje, a Groenlândia é um território autônomo do Reino da Dinamarca e é considerada estratégica por sua posição geográfica, por novas rotas marítimas abertas pelo degelo e por suas reservas minerais. Apesar da pressão americana, autoridades dinamarquesas e groenlandesas reiteram que a ilha não está à venda e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente à população local. A Otan, por sua vez, tem evitado associar as discussões sobre segurança no Ártico a qualquer debate sobre soberania territorial. As declarações de Trump ocorrem em meio ao aumento da relevância geopolítica do Ártico, região que vem sendo alvo de crescente disputa entre potências globais, tanto por razões militares quanto econômicas, ampliando o debate sobre segurança, alianças e influência internacional no extremo norte do planeta. Foto: AFP or licensors

TSE discute novas regras para 2026 com foco em redes sociais e pré-campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, nesta semana, 12 minutas com propostas de mudanças nas normas que irão reger as Eleições de 2026. As sugestões envolvem temas como calendário eleitoral, regras para a pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos e a responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao sistema eleitoral, entre outros pontos. Entre os principais destaques está o aumento da responsabilização das plataformas digitais por conteúdos que atentem contra o processo eleitoral. A proposta prevê que as empresas sejam obrigadas a remover publicações irregulares mesmo sem ordem judicial prévia, ampliando o rigor em relação à regra atual, que só prevê punição em caso de descumprimento de decisões da Justiça Eleitoral. Outro ponto relevante é a manutenção das regras já aprovadas sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas, incluindo a proibição dos chamados deep fakes, que envolvem conteúdos manipulados para simular imagem ou voz de pessoas reais ou fictícias. As minutas também trazem mudanças nas normas da pré-campanha e do financiamento eleitoral, como a permissão para transmissões ao vivo de pré-candidatos sem pedido de voto, regras para manifestações e críticas à gestão pública e a possibilidade de os partidos alterarem critérios de distribuição de recursos até 30 de agosto, desde que justificado e aprovado internamente. Participação pública e calendário eleitoral Desde a última segunda-feira (19), cidadãos e entidades interessadas podem enviar contribuições por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo TSE. As sugestões poderão ser encaminhadas até o dia 30 de janeiro. Após o encerramento desse prazo, o tribunal irá selecionar as propostas consideradas mais relevantes para serem debatidas em audiências públicas previstas para ocorrer entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela legislação eleitoral, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano da eleição para discutir e aprovar todas as regras que irão valer para o pleito. De acordo com a Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno para 31 de outubro, último domingo. Os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Nova Rodoviária de Salvador é inaugurada e começa a operar nesta terça-feira

A nova Rodoviária da Bahia, localizada no bairro de Águas Claras, foi inaugurada nesta segunda-feira (19) e começará a operar nesta terça-feira (20), marcando o encerramento definitivo das atividades do antigo terminal, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, às 23h59 desta segunda. A partir desse horário, os ônibus intermunicipais e interestaduais com chegada prevista em Salvador deverão se dirigir diretamente ao novo terminal. Algumas empresas de transporte já anunciaram a mudança nos locais de embarque e desembarque. Durante a cerimônia de inauguração, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) utilizou o metrô até a estação integrada ao novo equipamento e participou do descerramento da placa do SAC Nova Rodoviária, além de visitar o Centro de Controle Operacional do terminal. Na ocasião, o governador anunciou que a estação de metrô localizada na antiga rodoviária passará a se chamar “Iguatemi”. Já a estação integrada ao novo terminal receberá o nome de “Estação Rodoviária”. Com área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o novo Terminal Salvador foi projetado como um hub moderno de mobilidade urbana. O espaço integra metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais e deverá futuramente ser conectado ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A expectativa é de circulação diária de cerca de 20 mil passageiros, com aproximadamente mil ônibus realizando embarques e desembarques todos os dias. O terminal contará com 41 plataformas de embarque, 24 de desembarque e 34 destinadas ao estacionamento de veículos, além de salas VIP, 260 espaços comerciais e 847 vagas de estacionamento, sendo 711 rotativas. O equipamento será atendido por 363 linhas intermunicipais e estará ligado a um terminal de ônibus com 10 linhas metropolitanas e diversas linhas urbanas, ampliando a integração do sistema de transporte da capital baiana. Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Noticias

Niltinho diz que Lavagem do Bonfim marca início da pré-campanha eleitoral

O deputado estadual Niltinho (PP) avaliou que a Lavagem do Bonfim, tradicional festa que abre o calendário popular de Salvador, marca o início das movimentações da pré-campanha eleitoral. Presente no cortejo entre a Igreja da Conceição da Praia e a Colina Sagrada, nesta quinta-feira (15), o parlamentar afirmou que o evento funciona como um espaço de demonstração de força política. “É o início da campanha, pré-campanha do ano da eleição. Seja no ano das eleições municipais ou agora na eleição do estado. Já começa a movimentação, as pessoas começam realmente a participar com o olhar, pensando em outubro de 2026. Eu tenho certeza que o governo está aqui demonstrando a própria força que tem”, declarou. Apesar da avaliação política, Niltinho ressaltou o caráter religioso e cultural da celebração. Segundo ele, a Lavagem do Bonfim vai além das disputas eleitorais e reúne fiéis, turistas e visitantes de diferentes regiões. Em processo de transição partidária após a saída do PP, o deputado evitou antecipar seu futuro político e afirmou que a decisão sobre uma eventual filiação ao PSB ou ao PSD deverá ocorrer até março, acompanhando o posicionamento de outras lideranças da base governista. Foto: Antônio Cavalcante/ Bahia Notícias